Uma prova de amor um tanto quanto exagerada — e ilegal — foi interceptada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, no domingo (21).
Um homem, identificado como Gabriel Henrique Rodrigues da Silva, de 29 anos, foi detido transportando nada menos que 84 canetas de Mounjaro, um medicamento de alto custo para diabetes, popularmente usado para emagrecimento.
A justificativa para a carga salgada? Seriam todas para o tratamento da esposa dele, Ana Paula. Aparentemente, o projeto de verão da amada era mais ambicioso do que as autoridades poderiam imaginar, transformando um gesto de carinho em caso de polícia.
O flagrante só foi possível graças à perspicácia dos agentes da PRF. Durante uma abordagem de rotina na BR-060, o nervosismo e as respostas desconexas de Gabriel levantaram suspeitas. Inicialmente, ele afirmou que voltava de Campo Grande (MS) após buscar a sogra, mas logo mudou a versão, admitindo uma “esticada” até Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.
A desculpa para a viagem internacional de última hora era a compra de um tablet para a esposa. O olhar clínico dos policiais, no entanto, dizia que havia algo mais pesado que um simples eletrônico naquele carro.
Ao vistoriar o porta-malas, a surpresa: em vez de um tablet, os policiais encontraram duas bolsas recheadas com as canetas emagrecedoras, um produto que exige prescrição médica e armazenamento refrigerado.
A alegação de que as 84 unidades eram para “uso próprio” da esposa não convenceu a equipe, que percebeu a dimensão da irregularidade. A quantidade, a falta de nota fiscal e a origem duvidosa da mercadoria configuraram um cenário clássico de contrabando e crime contra a saúde pública, muito distante de um simples presente para a cara-metade.
Diante dos fatos, Gabriel, a esposa Ana Paula e a sogra, que também estavam no veículo, foram detidos e encaminhados à Polícia Judiciária de Rio Verde.
O “maridão do ano” agora terá de responder pelos crimes de contrabando e falsificação de produto destinado a fins terapêuticos.
Na estrada, o faro apurado de um policial pode ser o principal obstáculo entre um crime e a consumação dele, desmascarando até as mais bem-intencionadas — ou mais esfarrapadas — desculpas.
Por: Portal6



