terça-feira, abril 28, 2026
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Bovinocultura de Goiás deve movimentar R$ 23,7 bilhões em 2026, aponta projeção

Levantamento é do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

A Redação

Goiânia – A bovinocultura goiana deve consolidar, em 2026, sua posição como um dos principais motores da economia estadual e pilar da agropecuária nacional, com movimentação estimada em R$ 23,7 bilhões. A projeção do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) representa crescimento de 7,5% em relação ao ano anterior. O valor corresponde a 20,3% do Valor Bruto da Produção (VBP) total de Goiás e a 10,0% do VBP bovino nacional.

Goiás encerrou 2025 com desempenho que sustenta a projeção de crescimento para 2026. Dados do quarto trimestre do ano, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que foram abatidas 1 milhão de cabeças, crescimento de 16,5% em relação ao mesmo período de 2024, mantendo a terceira colocação no ranking nacional. No acumulado do ano, foram 4,2 milhões de cabeças abatidas, com Goiás respondendo por 9,7% do total nacional.

Para o titular da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), Ademar Leal, os resultados reforçam a importância da bovinocultura para a economia goiana. “Goiás tem vocação histórica para a pecuária de corte, e os resultados de 2025 confirmam que estamos no caminho certo, com crescimento consistente em toda a cadeia produtiva e produtores empenhados na qualidade e no manejo”, destacou.

Preços
Os preços ao longo da cadeia seguem em trajetória ascendente. Em março de 2026, o Indicador do Boi Gordo, realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), registrou média de R$ 350,18 por arroba, alta de 2,3% em relação a fevereiro. O boi magro também avançou em Goiás, com valor médio por cabeça passando de R$ 4.051,32, em setembro de 2025, para R$ 4.305,28 em março de 2026, incremento de 6,3% no período. A baixa oferta de animais para reposição sustenta esse movimento, com o bezerro atingindo média de R$ 3.264,50 por cabeça em março, alta de 3,3% em relação ao mês anterior.

Mercado externo
Conforme dados do Mapa, divulgados no AgroStat, no acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações de carne bovina goiana somaram US$ 511,6 milhões, crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2025, com 92,2 mil toneladas embarcadas, alta de 14,2%. O valor médio por tonelada atingiu US$ 5.545,96, valorização de 15,6%, preço acima da média nacional para o período. As carnes congeladas responderam por 81,1% do valor exportado, seguidas pelas carnes frescas ou refrigeradas, com 16 %, e miudezas bovinas, com 2,9%. Estados Unidos e China lideraram os destinos da carne bovina goiana no período, com respectivamente 33,7% e 20,6% de participação no valor exportado, seguidos por México (7,3%) e Chile (5,6%).

Leal destaca que o desempenho nas exportações é resultado de um processo estruturado, que combina eficiência produtiva e credenciais sanitárias reconhecidas internacionalmente. “Goiás conquistou o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, o que eleva o nível de confiança dos mercados compradores na nossa carne. Além disso, o estado busca novas certificações para abrir portas em outros países e levar a carne goiana, com toda a sua qualidade, a destinos cada vez mais exigentes”, afirmou o secretário.

Fonte: A Redação

 

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